Fleurity, o Príncipe das Drogas


Fleurity é o demônio mais recente na imensa fila de demônios que controlaram a Palavra Infernal das Drogas. Entretanto, ele não é um dos mais agradáveis; ele é um Haballah festeiro, se é que existe algo assim, e quanto mais pessoas se ferirem, melhor será a festa. Ele conseguiu a Palavra enquanto trabalhava com os britânicos na China no final do século XVIII, mas promover o crack foi o que marcou Fleurity para se tornar um Príncipe respeitável.

Ele entende que sua Palavra é uma ferramenta para a liberdade — como ser mais livre do que alterar sua personalidade ou mesmo a própria realidade? “Drogas” englobam mais do que heroína e cocaína — também abrangem Prozac e Valium. Fleurity encontrou muitas maneiras de fazer as drogas servirem aos interesses do Inferno. Não somente os usuários se comportam de maneira egoísta e degradante, como também provocam seus oponentes a exagerar nas suas reações e causar ainda mais estragos. Os cartéis colombianos de cocaína pertencem a Fleutiry — assim como a Guerra as Drogas.

Ele subiu os escalões rapidamente. Outrora um jogador menor no grande esquema das coisas, Fleurity se tornou uma estrela ascendente, alguém a ser observado com cautela. Ainda que seja um Príncipe menor, os outros membros da realeza do Inferno são
cuidadosos com o que dizem diante dele. Embora não pareça que o poder de Fleurity irá aumentar imensamente, como aconteceu com Nybbas, também não parece que sua influência irá desaparecer em pouco tempo. Muitos Príncipes invejam Fleurity porque, em pouco mais de dois séculos, ele transformou as drogas em algo quase universalmente condenável e, ao mesmo tempo, quase universalmente
desejável. Dessa forma, milhões de pessoas querem conscientemente algo que acreditam ser maligno — uma escolha
deliberada pelo Inferno. Lúcifer ficou muito satisfeito.

Poucos demônios que possuíram a Palavra das Drogas no passado viveram o suficiente para serem reconhecidos como Príncipes. Antes, o Príncipe da Preguiça, a quem a Palavra das Drogas era subalterna, costumava aniquilar o detentor da vez antes que se tornasse uma ameaça. Quando Haagenti devorou o Príncipe da Preguiça, Lúcifer também lhe concedeu domínio sobre as Drogas. Desnecessário dizer que o Príncipe da Gula não se importa em restringir seus lacaios — além de festejar a condescendência. Mesmo nos dias atuais, Haagenti e Fleurity convivem bem, ainda que o último tenha se aproximado de Saminga depois de alcançar o Principado.

Quando está na Terra, Fleurity surge como um jovem árabe robusto, de cabeça raspada, um cavanhaque bem aparado e um lampejo nos olhos. Ele envia seus demônios para cidades específicas e ordena que permaneçam no local, somente realocando seus esforços quando as vestes destes servos são destruídas.

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